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Saída Definitiva do Brasil: Saiba o Que É, Como Fazer e Quais São as Vantagens e Desvantagens de Deixar de Ser Residente Fiscal

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Se você está de mudança para outro país — seja para trabalhar, estudar, acompanhar a família ou viver novas experiências — precisa entender o que é a saída definitiva do Brasil e por que ela é tão importante para quem vai viver no exterior.

A maioria das pessoas nem imagina que, mesmo já morando há anos longe do Brasil, podem seguir sendo tratadas como residentes fiscais, o que pode trazer problemas no futuro. Para evitar isso, é essencial comunicar oficialmente sua saída à Receita Federal.


Neste guia completo, você vai entender:

  • O que é a saída definitiva do país

  • Quem é obrigado a fazer

  • Como preencher corretamente a declaração

  • Quais são as vantagens e desvantagens do procedimento

Vamos lá?


📌 O que é a Saída Definitiva do Brasil?

A saída definitiva do Brasil é um processo fiscal que serve para informar à Receita Federal que você não é mais residente fiscal no país, porque está passando a morar no exterior de forma permanente.

Esse processo é realizado em duas etapas:

  1. Comunicação de Saída Definitiva (CSDP): realizada online até o último dia de fevereiro do ano seguinte ao da saída.

  2. Declaração de Saída Definitiva do País (DSDP): entregue até o último dia útil de abril, substituindo a declaração anual de Imposto de Renda.

A partir desse momento, a Receita Federal passa a te considerar não residente e você não precisa mais declarar o Imposto de Renda como se estivesse vivendo no Brasil.


👤 Quem é obrigado a fazer a saída definitiva?

É obrigatório fazer a saída definitiva do país se você:

  • Deixou o Brasil para viver no exterior de forma permanente ou sem previsão de retorno;

  • Está fora do país há mais de 12 meses consecutivos;

  • Continua com CPF ativo e patrimônio no Brasil, mas não reside mais aqui;

  • Deseja evitar ser considerado residente fiscal e evitar problemas com o fisco brasileiro.

Quem não faz a saída definitiva continua sendo residente fiscal e sujeito às obrigações tributárias brasileiras — mesmo que hoje viva no exterior.



🔍 E se eu não fizer a saída definitiva?

A Receita Federal continuará te considerando um residente fiscal. Isso significa:

  • Cobrança de imposto sobre rendimentos que você recebe no exterior;

  • Multas por não ter entregue declarações anuais;

  • Problemas para movimentar contas e investimentos brasileiros;

  • Dificuldade para regularizar a situação no futuro.

Portanto, se você saiu do país e não fez a saída definitiva, ainda dá para regularizar, mas é possível que haja multa por atraso.


🧾 Como preencher a Declaração de Saída Definitiva (DSDP)

Se você já notificou a Receita com a Comunicação de Saída Definitiva (CSDP), chegou a hora de declarar oficialmente a saída. Veja o passo a passo:

  1. Baixe o programa IRPF do ano-base referente à sua saída.

  2. Crie uma nova declaração e escolha a opção “Declaração de Saída Definitiva do País”.

  3. Informe seus dados, incluindo a data exata da saída.

  4. Declare todos os rendimentos recebidos enquanto ainda era residente no Brasil.

  5. Liste seus bens, direitos e dívidas existentes no momento da saída.

  6. Finalize a transmissão da declaração.

✔️ Após isso, você passa a ser considerado não residente fiscal, o que modifica seu relacionamento com o sistema tributário brasileiro.


⚖️ Vantagens e Desvantagens da Saída Definitiva do Brasil

Como qualquer decisão importante, a saída definitiva tem impactos positivos e negativos. Veja os principais:


🌟 Vantagens

  • Fim da obrigação de declarar IR como residente: você não precisa mais enviar a Declaração de Imposto de Renda todos os anos.

  • Evita dupla tributação: não será cobrado imposto brasileiro sobre rendimentos obtidos no exterior.

  • Regulariza sua situação fiscal: evita problemas futuros com a Receita, incluindo multas e cobranças retroativas.

  • Flexibilidade para investimentos: você pode manter contas e investimentos no Brasil, mas regularizados como não residente.

  • Facilita a vida bancária e financeira no exterior, especialmente se o banco ou as autoridades locais necessitam comprovação de não residência.


🚫 Desvantagens

  • Você passa a ser tributado como não residente sobre rendimentos no Brasil, o que pode resultar em alíquotas maiores (por exemplo, 25% de IR sobre aluguel).

  • Alguns tipos de investimentos passam a ter restrições ou exigem conversão para não residente, como a conta-investimento.

  • Nem todos os bancos permitem a manutenção de contas de não residentes, exigindo migração ou encerramento.

  • Perde o direito a benefícios fiscais de residentes, como isenções ou deduções em investimentos ou vendas de imóveis.

  • Se quiser voltar a ser residente, terá que passar novamente pelo procedimento de alteração fiscal (o que inclui nova declaração).


📍 Resumo prático

Situação

Precisa fazer saída definitiva?

Vai morar fora permanentemente

Sim

Está fora há mais de 12 meses

Sim

Tem CPF e patrimônio no Brasil, mas reside no exterior

Sim

Vai para um intercâmbio ou viagem temporária

Não


🛡️ Conclusão: A saída definitiva é sua aliada na vida fora do Brasil


Se você vai ou já está vivendo fora do Brasil em caráter permanente, não ignore a saída definitiva fiscal. Ela é fundamental para evitar pendências, multas e principalmente tributação indevida sobre seus rendimentos no exterior.

Não fazer esse procedimento pode custar caro no futuro — literalmente. Regularize sua situação e siga sua vida no exterior com mais tranquilidade fiscal.

Se você precisa de ajuda para preencher a declaração, entender como fica sua situação bancária ou até regularizar uma saída antiga, posso te orientar passo a passo.

 
 
 

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